Por que o produtor rural do Tocantins está olhando para o agrovoltaico com outros olhos

Por Gustavo Jacinto
Produtor rural de chapéu de palha observa painéis solares instalados entre a vegetação de uma propriedade.

A conta de energia pesa diferente em uma propriedade rural. Bomba de irrigação, ordenha, resfriamento de leite, iluminação de galpão — cada equipamento ligado representa um custo que cresce junto com as tarifas da distribuidora. Ao mesmo tempo, o Tocantins reúne algo que poucos estados combinam tão bem: terra disponível, irradiação solar alta praticamente o ano todo e um agronegócio diversificado que vai da soja ao gado. O agrovoltaico entra nesse cenário como resposta prática a duas pressões simultâneas: reduzir o custo operacional e manter, ou até ampliar, a produção agrícola na mesma área.

O que diferencia o agrovoltaico de um sistema solar comum em fazenda?

Um sistema fotovoltaico convencional em propriedade rural gera energia para consumo próprio. O agrovoltaico vai além: os painéis são instalados em altura elevada de modo que o espaço abaixo deles continua produtivo, seja para cultivo, seja para pastagem. A lógica é de duplo uso da terra — o mesmo metro quadrado entrega energia e produção agrícola ao mesmo tempo.

Na prática, isso muda o cálculo financeiro do projeto. Em vez de destinar uma área exclusivamente para os módulos solares, o produtor mantém a atividade agrícola embaixo dos painéis. Culturas com tolerância à sombra parcial, como hortaliças, mandioca, banana e algumas forrageiras, funcionam bem nessa configuração. Para a pecuária, o efeito é diferente: os painéis elevados funcionam como sombreamento artificial, o que pode reduzir a temperatura sob os módulos, o estresse térmico dos animais e o consumo de água no cocho.

O que o clima do Tocantins tem a ver com o desempenho de um sistema agrovoltaico?

O Tocantins está entre os estados com maior irradiação solar do Brasil. Essa mesma condição que favorece a geração de energia também explica o calor e a seca que o produtor já enfrenta todos os anos. O agrovoltaico oferece um benefício que vai além da conta de luz: o sombreamento dos painéis ajuda a reduzir a evaporação da água do solo. Para uma propriedade que irriga, isso se traduz em menos horas de bomba ligada para manter a umidade necessária.

O estado já demonstra apetite real por energia solar. Segundo dados da ANEEL, o Tocantins saiu de uma única unidade geradora registrada em 2011 para mais de 49 mil conexões fotovoltaicas em 2025, crescimento que abrange residências, empresas e propriedades rurais. O ambiente regulatório e os processos de homologação junto à distribuidora já são conhecidos pelos instaladores locais, o que encurta o tempo entre a decisão de investir e o sistema operando.

Quais perfis de propriedade rural se beneficiam mais do agrovoltaico no Tocantins?

Não existe um modelo único. A configuração do sistema depende do que a propriedade produz e de qual custo o produtor quer atacar primeiro. Alguns perfis que se encaixam bem:

  • Pecuária de corte e leiteira: painéis elevados sobre a pastagem fornecem sombra para o rebanho, reduzem estresse térmico e geram energia para resfriamento de leite, ordenha e iluminação das instalações
  • Horticultura e fruticultura: culturas que aceitam sombra parcial crescem protegidas do calor excessivo, com menor perda de umidade no solo e menor demanda por irrigação
  • Propriedades com bombeamento intensivo: o sistema solar pode reduzir o custo da energia usada para irrigar, dependendo da avaliação de cada propriedade, que costuma ser um dos maiores gastos operacionais nos períodos de seca
  • Pequenos e médios produtores com acesso ao Pronaf: o Pronaf Bioeconomia, operado em parceria com o BNDES, financia sistemas de energia solar para agricultores familiares. O produtor deve consultar sua cooperativa ou banco de crédito rural para verificar as condições vigentes, pois taxas e limites são revisados a cada Plano Safra

O Plano Safra 2025/2026 reforça linhas voltadas a tecnologias de eficiência energética e agricultura de baixo carbono, o que inclui energia solar. Antes de fechar qualquer projeto, confirme as condições atuais diretamente com a instituição financeira, já que os critérios mudam a cada ciclo.

Por que a escolha do instalador muda o resultado do projeto agrovoltaico?

Um sistema agrovoltaico mal dimensionado pode prejudicar a produção agrícola em vez de complementá-la. Sombreamento excessivo, altura inadequada dos painéis ou escolha errada de culturas são erros que aparecem depois da instalação, quando corrigir já tem custo. Por isso, o histórico do instalador importa mais do que o preço do orçamento.

A Suno Solar atua com projetos rurais no Tocantins, Pará e Maranhão, com mais de 600 projetos instalados e 100% de aprovação junto à distribuidora desde 2019. Projetos para o agronegócio fazem parte do portfólio da empresa, e cada sistema passa por projeto técnico, instalação e homologação, com monitoramento mensal ativo depois que entra em operação. Esse acompanhamento pós-instalação é o ponto que mais aparece nos depoimentos dos clientes: saber mês a mês que o sistema está gerando o esperado, sem precisar ligar para descobrir o que saiu errado.

Se você é produtor rural no Tocantins e quer entender se a energia solar faz sentido para a sua propriedade, fale com a equipe da Suno Solar pelo WhatsApp (63) 99122-8880. O diagnóstico começa com o seu perfil de consumo e o que você produz, sem fórmula pronta.